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ABOUT THEORY OF PERCEPTION:

-Sounds From Apocalypse - http://metal.qualicad.com/

“Just coming the awaited second album from this Heavy Rock Portuguese band. Maintaining the same line of 2014 Identity, this one shows a more mature and evolved band. The heavier side concentrates on the first 3 songs and Miles (the 9th), while the remaining are good rock songs with some interesting variations. As in the previous album, the highlight is Sandra Oliveira's vocals, to me one of the strongest female vocals in Portugal. All instruments follow perfectly also with several remarkable exquisite leads. Nice album, well deserved to have international recognition. 8/10”

-Valkyrian Music - https://valkyrianmusic.com/2017/03/04/blame-zeus-theory-of-perception/

“Blame Zeus started out as progressive rock but have now engaged in a more straight-forward direction – less technicalities, same elegance. Maybe that’s why “Queen” wasn’t included in this new album (either that or they totally revamped it and renamed it, but I honestly doubt it). “Queen” was a song they introduced live almost a year ago, at the last gig with the line-up they had at the time, and I remember saying that whatever changes were on the way, that song sounded pretty much like the Blame Zeus we all knew. I’m glad I was wrong. Not that I didn’t like their original sound, don’t get me wrong! I just find it more interesting when a band has more than one side (if you’ve read my reviews before, you’ve probably seen me using the expression “diversity is the spice of life” more than once). And “Theory Of Perception” offers some heavy, feisty stuff (“Slaughter House”, “Miles”) contrasting with gracious melancholy (“More Or Less”, “Entertainment Clown”); the rough seduction of “All Inside Your Head” and the loose rock of “Redemption”; the weepy electric solo in “The Moth” and the seventies acoustic heartache of “Signs”. Twelve new songs with distinct traits but one in common – the strong but very feminine voice of Sandra Oliveira.
Tonight I’ll see how this works live. In the studio it works peachy. 4/5”

-Metal Jacket Magazine - http://metaljacketmagazine.com/recenzija-blame-zeus-theory-of-perception/

“Portuguese band Blame Zeus released the new album "Theory of Perception". The band was founded in 2010, and this is their second album. The band does not fall in any genre, to what I was always skeptical, but this band really is hard to put in a genre. If I had to place them somewhere, it would be likely in hard rock even though they are often heavier than that.
All this was all I knew about the band before I listened to "Theory of Perception". After the first listening, I remained positively surprised. From the first song "Slaughter House" the band moving violently, safely and drawn into the album. "All Inside Your Head" does not yield to it and brings more musical skills of all members of the band. "Speechless" is my favorite thing on the album, it is very catchy, with a strong instrumental and excellent vocals. "The Moth" leads the band in calmer waters, atmospheric and emotion-charged affair. It was also released as a single. "More or Less" continues in the direction of the previous things and is equally good, and text very interesting. "The Devil" returns rhythm from the beginning of the album, but with cleaner vocals and less riffs on the guitar. "Redemption" is also one of the favorites to me from the album, mainly because of the chorus, but the whole thing is charged with more bass and drums than the guitar (though the guitar is not neglected even at one point). "Entertainment Clown" for me is perhaps the only thing somewhat misplaced because even though there's something wrong with it, the thing does not differ significantly from some prior to the album; However, this matter shows that the band really heard enough of all they claim to have influenced them the album leads to a certain width. "Miles," begins with a bass solo, and soon after developed into a good thing for headbanging. "Id" and "Rose" are in a good place in the album, with good lyrics, strong instrumental parts and excellent vocal parts.
All in all, I am surprised that this band is not popular, and certainly I think they deserve to be. Their way of writing songs shows that this is a very promising band that has a lot to give in the coming years. You will be able to listen to their album in one sitting, but it will not be boring, what is the balance between skills which is always complimentary. Hot recommendation to all. Looking forward to the further work of the band.”
(Roughly translated to english. To read the original text please see link.)

- Loudness Magazine - https://loudnessmagazine.wordpress.com/2017/01/13/blame-zeus-theory-of-perception-review/

“Theory of Perception” não poderia começar melhor com Slaughter House a abrir, dá-nos a entender que este álbum não é apenas mais um álbum.
Passeando pelas 12 faixas nota-se que foi feito com calma e com alma, ponderado, com um registo que por vezes passa por um rock melódico, outras vezes por um stoner, mas sempre sem perder o registo e o cunho com que nos presentearam no Identity.
Costumo dizer que há álbuns “monocórdicos” que é como quem diz, ouço a primeira e já ouvi a ultima, Theory of Perception, não cai nesse registo, se Slaughter House começa a abrir, já The Moth revela uma faceta mais intimista da banda, onde a voz de Sandra nos “abraça” e nos guia pela letra. Os riffs pesados q.b. e viciantes estão lá, podemos ouvi-los durante todo o álbum, como por ex. em Speechless ou ID onde a guitarra nos consegue prender a atenção.Em Rose, a voz da Sandra e a guitarra fundem-se numa melodia que podia bem ser o genérico de um filme de Hollywood, embala-nos e faz-nos viajar pela “vida” de Rose.Nenhum instrumento ficou esquecido nesta produção, aliás muito bem produzido, Theory of Perception é daqueles trabalhos onde se consegue perceber todos os instrumentos, sem haver atropelos. A harmonia de melodias e o equilíbrio de volumes está no ponto.
Este é um álbum que acredito que vá abranger todos os gostos musicais.É sem sombra de dúvida uma “grande” agradável surpresa (embora já estivesse a espera).”

- Metal em Portugal - http://metalemportugal.blogspot.pt/p/blame-zeus-theory-of-perception.html

“Em 2014 os Blame Zeus apresentaram o seu álbum de estreia “Identity”; agora com uma formação renovada de onde apenas restam Sandra Oliveira e Ricardo Silveira, em Março próximo vão lançar o seu novo trabalho intitulado “Theory of Perception”. Lançar um álbum de estreia é mostrar ao público do que a banda é capaz, é uma espécie de convite para conhecerem o seu som e as suas origens musicais, no fundo é mostrarem a sua identidade. E quando as coisas correm bem como foi o caso de “Identity”, a pressão para melhorar no seguinte é ainda maior o que por vezes prejudica na criatividade; e se a isso juntarmos novos elementos, a tarefa complica-se. Mas chega de conversa fiada e vamos ao que interessa, perceber o que mudou (ou não) nos Blame Zeus com este novo “Theory of Perception”.
Mal se começa a ouvir “Slaughter House” fica-se com a sensação que a banda divergiu para algo mais pesado; logo a abrir com as guitarras a soarem bem alto e a bateria mais forte do que nunca, com uma sonoridade muito metal alternativo que me leva logo para Stone Sour. “All Inside Your Head” mantém o estilo mas baixa o ritmo, aqui com uma espécie de southern groove à mistura. “Speechless” é outra das faixas que me agrada bastante muito por força das guitarras arrastadas, aqui sim a puxar para o southern rock, impondo ritmo e peso suficiente ao mesmo tempo que deixam “espaço” para sobressair a poderosa voz de Sandra. “The Moth” mantém-se numa toada mais lenta e ao mesmo tempo mais escura, com as guitarras a darem um toque mais doom a todo o arranjo. “More Or Less” é o primeiro momento mais calmo do álbum, com uma balada rock que vai buscar inspiração aos anos 60, conseguindo até criar aquela atmosfera romântica dos bailes de liceu. “The Devil” soa a raiva e sarcasmo, não só pela letra como pela toada rock mais pesada; sente-se ali um pouco de atitude grunge, talvez…? “Redemption” é puro hard rock, com um arranjo muito bem equilibrado a fazerem-se ouvir as guitarras na dose certa, é um tema que transpira inspiração dos clássicos e que pode muito bem ser um êxito de rádio graças ao riff simples e aos ganchos orelhudos. O grunge volta a estar em destaque no tema “Entertainment Clown”, aqui com uma mistura de sonoridades soul/jazz que acabam por conferir tristeza à música. Talvez por causa daquela guitarra com um toque oriental, a primeira vez que ouvi “Miles” veio-me logo à cabeça Orphaned Land, o que acaba por não ser descabido porque até a letra poderia ser escrita por eles, cujo tema fala de erros do passado (individuais ou coletivos) com os quais temos de viver no presente e seguir em frente. “Signs” é outra belíssima balada inspirada no rock n’ roll dos anos 60 antes de subirem novamente o ritmo para um rock mais moderno em “Id”, cuja letra passa uma mensagem de confiança e força de vontade. O álbum termina com “Rose”, tema escrito em memória de Rosa (mãe de Sandra) falecida recentemente, a quem ela dedica não só esta música como o álbum.
“Theory of Perception” é a evolução natural para os Blame Zeus; depois de mostrarem a sua “Identidade” e raízes musicais deram continuidade à boa impressão deixada e provaram que as mudanças no seio da banda não alteraram a sua essência. Se no trabalho de estreia ainda se notava alguma confusão com o seu estilo musical, ficando ali algures entre o rock e o metal, neste segundo registo assentaram no rock mais alternativo mas com um peso e ritmo que consegue agradar a muitos fãs do metal; gostei particularmente disso, a par de um melhor uso das guitarras. Força, coragem, determinação e talento trouxeram-nos até aqui, agora só falta o merecido reconhecimento além-fronteiras. Quem sabe isso não está para breve? Enquanto o álbum não sai, fiquem com alguns temas disponibilizados pela banda.”
-Via Nocturna – http://vianocturna2000.blogspot.pt/2017/01/review-theory-of-perception-blame-zeus.html
Temos tido a sorte de acompanhar o percurso dos Blame Zeus, quase desde o início e somos testemunhas do processo evolutivo que a banda tem desenvolvido. O primeiro trimestre do novo ano traz um novo disco do coletivo gaiense que regista uma série de novidades. Do lineup original só já restam Sandra Oliveira e Ricardo Silveira e a edição, desta feita, é feita de forma independente. Porém, para além dessas alterações, a banda continua a seguir o seu trilho musical de um metal/rock em que o cuidado nos arranjos e nas composições é evidente. Por isso Theory Of Perception, assim como Identity já havia sido, não é um discoeasy listening nem nada mainstream. Aconselham-se várias e atentas audições para se perceber o que os Blame Zeus colocam em cada canção. E acreditem que, com o tempo, começarão a analisar os temas de maneira diferente e a perceber a riqueza instrumental/vocal/de estruturas e arranjos que se criam. Theory Of Perception abre de forma forte, bem dentro de um metal coeso e de forte emotividade, mas em The Moth a banda começa a mostrar a sua multifacetada capacidade criativa: o peso abranda, os riffs dão lugar a algo mais aberto e a bastantes variações que se cruzam com pontuais explosões. More Or Less é um dos temas mais criativos do disco navegando em ondas atmosféricas, emocionais e melancólicas. E é a partir deste momento que Theory Of Perception se começa a desvendar em toda a sua plenitude. The Devil tem um sensacional trabalho de guitarra, Redemption abre a porta de um hard rock mais direto mas nem por isso menos interessante e Entertainment Clown é o momento mais experimental com toques jazzísticos. Os riffspesados regressam em Miles bem antes de uma belíssima balada, de grande emotividade e sensualidade – Signs. Os dois temas finais são, também eles bem diferentes: Id com um ligeiro toque prog e uma tendência sulista e Roses, perfeitamente intimista e introspetiva. Há aqui muitos pontos de contacto com Identity. Diremos mesmo que é uma sequência lógica – uma versão revista e atualizada - mas com o quinteto a demonstrar a sua maior maturidade e maior capacidade inovadora. 5.6/6”
-Show Me Your Metal - http://www.showmeyourmetal.net/album-reviews/30-blame-zeus-theory-of-perception-2017
“Os Blame Zeus estão de volta às edições discográficas com o lançamento do seu segundo álbum, entitulado Theory of Perception. O quinteto de Vila Nova de Gaia sofreu uma grande reformulação no seu alinhamento, contando agora com Paulo Silva e Tiago Lascasas nas guitarras e com Celso Oliveira no baixo, que se juntam aos membros fundadores Sandra Oliveira (voz) e Ricardo Silveira (bateria). 
Com uma mudança desta magnitude, a dúvida que naturalmente nos assaltava era de que forma seria afectado o rumo sonoro que a banda vinha trilhando. Podemos desde já deixar descansados os fãs da banda, pois a sonoridade da banda mantém-se, regra geral, dentro daquilo que nos tinha habituado. Este Theory of Perception apresenta-se como uma sequência lógica ao álbum de estreia Identity, mostrando aqui uns Blame Zeus mais maduros, mais soltos e mais seguros de si, capazes de acrescentar alguns pormenores interessantes ao seu som mas sem se desviarem muito da sua identidade. Isso sente-se logo desde o tema de abertura, Slaughter House, com as guitarras bem abertas e ritmo acelerado, extravasando energia, contrastando com o ambiente mais introspectivo que dominava o álbum anterior. O tema seguinte, All Inside Your Head, já nos aproxima mais deste tipo de ambiente, mas aqui também com um som menos denso, optando por uma sonoridade mais ampla e cristalina. A voz de Sandra Oliveira continua a ser o fio condutor que sobressai ao longo de todos os temas, e se já lhe tinhamos reconhecido qualidades na forma como conseguia dar corpo e encher os temas com o calor da sua voz, não podemos deixar de ficar surpreendidos quando, no belíssimo tema The Moth, esta se transforma e nos traz à memória o álbum Nighttime Birds e a voz de Anneke van Giersbergen. Juntando-se a este último tema e ao também já referido tema de abertura, temos ainda de referir More Or Less, Redemption ou Signs como outros dos pontos altos do álbum, que certamente teriam direito a muito tempo de airplay se neste país as rádios tratassem melhor os seus ouvintes e com mais isenção e equidade os artistas dos diversos espectros musicais.
No que toca à produção, mantém-se a opinião já referida na crítica ao trabalho anterior relativamente ao som da bateria, com a tarola a soar algo insípida, principalmente nos momentos em que sobressai relativamente aos restantes instrumentos; no entanto, nada que penalize em demasia o excelente resultado final deste trabalho.
Com um total de 12 temas e 51 minutos de duração, este Theory of Perception é portanto um trabalho bem conseguido por parte dos Blame Zeus. Não só como testemunho da força de superação da banda face às mudanças sofridas ao longo do passado ano, mas pela forma como, conseguindo manter-se fiéis a si próprios, souberam aperfeiçoar a sua sonoridade e apresentar um trabalho que está um patamar acima em relação ao seu álbum de estreia. Um álbum mais consistente e com uma sonoridade mais aberta e directa, um claro passo em frente na carreira da banda. 77/100”
- Hintf Webzine - https://www.facebook.com/hintf.webzine/photos/a.357369451117886.1073741831.356976284490536/674410556080439/?type=3&theater
“Os Blame Zeus apresentam no primeiro trimestre de 2017 (mais precisamente no inicio de Março) um novo disco apelidado "Theory Of Perception".
O colectivo Gaiense traz uma série de novidades. Da formação original restam apenas Sandra Oliveira e Ricardo Silveira, e o lançamento tem edição de autor. Para além destas alterações, a banda convive entre um Metal/Rock no qual os arranjos e as composições (um belo trabalho) sobressaiem.
"Theory Of Perception" segue o trilho do antecessor "Identity", não é um disco de consumo fácil, orelhudo, e muito menos mainstream. Aconselham-se várias audições para se perceber o que os Blame Zeus nos querem transmitir em cada canção.
Temas como "The Moth", no qual a banda mostra peso e um contraste entre a acalmia e algumas explosões. "More Or Less" é um misto de atmosferas, emoções, e melancolia. "The Devil" oferece guitarras contagiantes, "Redemption" um Hard Rock directo e bem acessivel. Em "Miles" os riffs bem pesados são uma constante, enquanto "Signs" é uma belissima balada cheia de emoção e sensualidade. As duas últimas faixas são "Id" incluindo diversas programações, e "Roses", um tema íntimo e introspectivo.
Em suma, "Theory Of Perception" é um album abrangente que incita uma audição cuidada de forma a que o receptor absorva todo o seu conteúdo. 8,8/10”
  


ABOUT "IDENTITY":


Via Nocturna – October 4th 2014

“Para podermos falar do álbum de estreia dos Blame Zeus, poderíamos citar o que a própria banda escreve no press release: as suas influências vão desde blues a metal… e com isso construíram um álbum que cria ambientes intimistas, passa mensagens e emoções, sem perder a força do rock. Sem mais! Esta frase diz tudo desta rodela fantástica assinada pelo coletivo nortenho. Um disco que tanto apresenta a força do metal, com guitarras bem pesadas e densas e muito groove, como entra por caminhos mais etéreos onde as guitarras se apresentam com pouca ou mesmo nenhuma distorção. Pelo meio alguns recursos acústicos e eletrónicos vão enriquecendo a sonoridade Blame Zeus. Depois há uma bateria deliciosamente dinâmica. Tool? Eventualmente. A terminar há a Sandra Oliveira. Por norma não é nosso hábito individualizar, até porque o conjunto só funciona porque há… conjunto! Mas a Sandra assume-se aqui como uma das melhores vocalistasnacionais, no seu registo quente, envolvente, cheio de soul e jazz. E acabam por ser essencialmente estas vocalizações (que não fariam sentido sem um desempenho do coletivo!) que arrastam Identitypara o campo que tem o nome do álbum. Ou seja: este é um disco que mostra a verdadeira identidade dos Blame Zeus. Falámos há momentos de Tool. Também por aqui há Lacuna Coil e bastante The Gathering. Mas o curioso é que parecendo que se aproxima destes nomes, também não se aproxima. Isto é a verdadeira identidade. Portanto, com grandes instrumentistas, uma sensacional vocalista, uma poderosa e subtil produção, um conjunto de grandes canções e uma identidade e personalidade muito própria e devidamente vincada, Identity irá, definitivamente, ombrear com os melhores lançamentos nacionais do ano. Sem a menor dúvida!” 5.3/6



Rock n’ Heavy – september 25th 2014

“Nativos de Gaia, os Blame Zeus são um conjunto versado na escola do Rock e do Metal mais alternativos, juntando essas influências para fazer um som que ora pisca o olho ao Rock Progressivo, ora ao Nu Metal, com muitas tonalidades pelo meio que justificam o próprio ecletismo do grupo a falar das suas influências (vão desde Dream Theater a Nirvana ou Red Hot Chili Pepers).
Lançado pelo selo da eminente Raising Legends, Identity é o álbum de estreia da banda, dando mostras disso mesmo, combinando ao mesmo tempo uma frescura assinalável com uma ingenuidade que por vezes os levam a querer explorar demasiados sons ao mesmo tempo numa tentativa de encontrar uma identidade que, apesar de tudo, já fica bem definida.
Começando logo com uma “Falling of the Gods” que transpira Nu Metal a lembrar Guano Apes (para isso muito contribui a versatilidade vocal e o timbre peculiar da vocalista Sandra Oliveira, o pilar fundamental dos Blame Zeus), a banda portuense rapidamente encontra a sua sonoridade por entre os momentos mais alternativos da banda de Sandra Nasic e alguns acenos a Tool e, sobretudo, A Perfect Circle, em faixas como a pesadona “Clocks” ou a deliciosamente etérea “The Apprentice”, a faixa final com aquele “saborzinho” a Maynard James Keenan que é impossível não gostar.
Mesmo esgotando todos os elogios com a impressionante performance de Sandra, é impossível não reconhecer mérito também à “espinha dorsal” da banda, entendam-se os restantes membros, quer através de uma secção rítmica impecável ou de uma dupla de guitarras que consegue conter o seu virtuosismo em prol da emotividade e da intensidade que as músicas exigem (veja-se a épica “Broken”), embora também saibam “rebentar” e deixar tudo aos seus pés, como provam na progressiva “Sleep”.
Passando para um terreno mais cimentado no Post-Rock (ou Metal), é aos Isis e aos Deftones mais recentes (entenda-se atmosféricos) que os Blame Zeus parecem querer prestar homenagem nas suas faixas mais badaleiras, seja através da excelente “Accept” ou de uma suave “Receiver” que ameaça trazer de volta os isqueiros nos concertos.
Ainda assim, é impossível não reconhecer os erros à banda (normais numa estreia) quando se decidem aventurar demais em terrenos que simplesmente não lhes servem, pois são uma banda demasiado apegada à emoção e ao sentimentalismo típico dos devotos ao Grunge e ao Metal Alternativo para se dedicarem a faixas de Hard Rock genérico como “Sick Of You” e a muito fraquinha “Shoot Them Down”.
No entanto, “dores de crescimento” à parte, os Blame Zeus têm em Identity um cd de alto gabarito, que não só os projecta estelarmente para um lugar vago na música portuguesa, no trono do Metal Alternativo, como ainda os põe lado a lado com Os Alice na luta por melhor cd nacional do ano, elevando a fasquia para o álbum-sequela, onde já deverão ter a sua identidade definitivamente cimentada.” 8.5/10



Show Me Your Metal - october 26th 2014

“Os Blame Zeus são uma banda do Porto com 4 anos de existência. Identity, com edição pela Raising Legends, é o seu álbum de estreia, resultado das experiências e influências musicais de Sandra Oliveira (voz), Ricardo Silveira (bateria),Diogo Vidinha (baixo), André Ribeiro e Vítor Braga (guitarras). Este álbum de estreia, com capa da autoria de Augusto Peixoto, apresenta 13 temas que vagueiam pelo espectro do rock alternativo, cruzando caminhos com uns Guano Apes ou uns The Gathering (fase pos-metal), com desvios pontuais para terrenos que incluem grunge, rock progressivo ou metal. Com a voz de Sandra Oliveira a centralizar as atenções, o álbum vai alternando entre temas mais animados como Falling of the Gods, outros mais pesados como Clock ou The Apprentice ou ainda outros mais pausados como o belíssimo Accept. O trabalho de André Ribeiro e Vítor Braga nas guitarras sobressai pelos inúmeros pormenores deliciosos com que complementam os riffs e demais melodias, permitindo a descoberta de novos detalhes a cada nova audição. Quanto à secção rítmica, de referir a bateria que apresenta uma sonoridade muito orgânica e directa mas cuja produção pouco polida poderá não ir ao encontro dos ouvintes mais exigentes ou atentos aos pormenores, que poderão queixar-se do som de tarola (faltou-lhe um pouco de vida) e da falta de um pequeno acerto "aqui ou acolá". Nada que afecte demasiado o resultado global, com a voz quente de Sandra Oliveira a complementar o conjunto e unir as partes, enchendo os temas de uma força e uma profundidade inesperada, passando por registos tanto calmos e enérgicos com nota bem positiva.
Esta é portanto uma estreia que nos apresenta um conjunto de temas orelhudos e radio-friendly, cheios de toques pessoais, fugindo aos típicos temas desprovidos de alma que nos infestam diariamente as emissões radiofónicas. A versatilidade e amplitude de sonoridades abraçadas dispersa um pouco a nossa atenção ao longo da cerca de 1 hora de audição, tornando por vezes também evidentes algumas das influências da banda, nada que não seja de esperar nesta fase inicial. O tempo certamente tratará de cada vez mais combinar essas influências com o cunho pessoal de cada um, dando uma cada vez maior identidade à banda e ajudando a limar as arestas e a escolher os rumos adequados a seguir na sua sonoridade. Contando desde já com a Raising Legends, apoio é algo que certamente não lhes faltará.
Identity é um trabalho de estreia interessante que apresenta grandes temas como Accept, Receiver ou The Apprentice, sendo merecedor de uns 72 em 100.” 


Killerbeat Magazine - march 20th 2015

"Identity by Blame Zeus leaves a pleasant impression on my ears. The heaviness of the guitar mixed with a driving bass and beat groove kissed sweetly by Sandra Oliveira’s voice seems to work a bit of magic and makes a great first impression. Portugal boasts another bad ass metal band and that makes me wonder what they put in the water over there and I want some too. I joke, but seriously.
“Falling Of The Gods” possesses a dark intro that gives way to a heavy metal track complete with Sandra’s unique voice. The vibe emitted from “Sick of You” fits perfectly with the lyrics and attuned listeners can feel it. “Sleep” displays Sandra’s powerful voice in a more vulnerable and sincere position. “Accept” is mellow and Blame Zeus continues the trend of giving listeners the vulnerable side of Sandra’s voice. The beat of “Crystal Ball” gave me chills; Ricardo Silveira is an excellent drummer; and the rest of the track follows suit. “Clocks” approaches with a heavy, dual guitar attack and continues onward as a powerful alternative metal tune. “Broken” pulls back some of the heavy and the more laid-back side of Blame Zeus. “Crazy” is one of my favorite tracks on Identity. The dual vocals and the eerie breakdown add to the intrigue of “Crazy”, making it a very interesting track. The intro of “Receiver” prepares listeners for a truly excellent track. The vulnerable facet of Sandra’s voice shines through and it is definitely a perfect fit with the mellow nature of the song. “Receiver” is my number one pick on Identity. “Incarnate” keeps the vulnerable side of Sandra’s voice in play while the other elements continue to compliment the vocals. “Shoot Them Down” starts out wicked and continues that way with a heavy groove and a fun vibe. “Bed” is the ballad on Identity and it is a very melodic and beautiful song. The thirteenth and final track on Identity is “The Apprentice”. “The Apprentice” gives a dark vibe and seems kind of sinister; and, it concludes Identity on a powerful note.
Overall, Identity is an epic album that I highly recommend to anyone who can hear. I want to thank Blame Zeus for sharing their talent with the world and for creating such an incrediblealbum. You can find Blame Zeus on Facebook and YouTube as well as a few other places on the net; so, you should definitely show them some love. Blame Zeus rocks!